quarta-feira, 17 de outubro de 2012

DICAS PARA VOAR (WALKERA CB180D)

Olá!!!<br />Resolvi fazer esse post pq foi difícil encontrar algumas dicas ÚTEIS sobre como <br />voar. Comecei do zero! Sem um instrutor, sem algo ou alguém para me guiar. Já consigo voar um pouco, mas estou LONGE de ser um cara experiente. Ainda não me considero um helimodelista, mas estou no rumo.<br />Comprei um Walkera CB180D de Natal. O rádio dele é o WK 2603. Vi alguns vídeos no youtube. Em todos esses vídeos os caras abriam a caixa do heli (igual ao meu) e saíam voando perfeitamente. Pensei que comigo seria a mesma coisa. Abri a caixa, coloquei as pilhas, carreguei a bateria e fui voar.<br />Bati no portão da minha casa, quebrei as duas hélices principais e desloquei o motor (desencaixaram as engrenagens). Pelo deslocamento, a engrenagem principal gastou. Como consequência do acidente, dois dias depois perdi o contra pino que fixa a engrenagem principal no eixo da hélice. O helicóptero não voava!<br /><br />Por causa desse "desespero" é que resolvi fazer um material que ajude os iniciantes. <br />Espero que dê resultado.<br />Fiz um vídeo. O link é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=XHFFZrcK_sg&context=C3c8e7a3ADOEgsToPDskJv0tscw7huE-kQ7PfUmbxW">http://www.youtube.com/watch?v=XHFFZrcK_sg&context=C3c8e7a3ADOEgsToPDskJv0tscw7huE-kQ7PfUmbxW</a><br /><br />O texto abaixo achei no site de uma loja <br />(www.garauco.com.br) mas fiz uns ajustes. O <br />vídeo fiz a partir da leitura do texto e dos <br />meus treinos.<br />Vídeo e texto se ajudam, se completam. Vale a pena conferir os dois.<br /><br /><br />Introdução<br />Bem vindo ao fantástico mundo dos helicópteros rádio controlados (R/C). O helicóptero é provavelmente o aeromodelo mais desafiante para se aprender a pilotar, possuindo uma complexidade mecânica por natureza e exigindo 100% de concentração durante seu vôo.<br />Pilotar um helimodelo não é nada diferente do que tentar equilibrar uma esfera de rolamento em uma superfície de vidro. Se a mecânica do helicóptero tiver sido ajustada com precisão, é como ter uma superfície de vidro perfeitamente plana, de forma que a esfera fique parada onde for colocada. <br />Caso contrário, é como se ter uma superfície convexa (onde o centro é mais elevado), de modo que a esfera do rolamento sempre irá rolar para as bordas do vidro.<br />A primeira coisa que um helimodelista deve estar ciente é que o modelo funciona com base nos mesmos princípios de um helicóptero real e pilotar um modelo em escala é igualmente difícil, se não mais dado o tamanho reduzido e orientação.<br />Não é uma simples questão de pressionar um botão para subir e outro para se mover para frente. Pilotar um helimodelo é como pilotar uma aeronave real, requer conhecimentos e perícias que somente poderão ser aprendidas com a prática.<br />Agora que você já ficou desencorajado, vamos falar das coisas boas!<br />Mesmo que construir e pilotar um helimodelo seja complexo, é também extremamente prazeroso. Ser capaz de controlar com precisão um veículo que pode pairar, mover-se para frente, para trás, para os lados, além de fazer todo tipo de manobras interessantes e acrobacias, inclusive pousar na ponta dos seus pés, é muito excitante!<br />Diferente do que aprender a pilotar um aeromodelo (onde voar junto de um instrutor é algo usual e necessário), você basicamente aprende a pilotar um helimodelo por conta própria. Mas antes de que você comece a pilotar, conversar com um piloto experiente será um excelente ganho sem preço. Ele poderá ajudá-lo a configurar seu helicóptero (tenha em mente que é extremamente importante ter sua mecânica ajustada corretamente para um vôo fácil e seguro) além de lhe dar algumas dicas sobre como voar, além do que esperar do seu modelo e como operar seus controles.<br />É com este objetivo que a Garauco trás até você este fantástico guia introdutório para o seu fácil aprendizado. Desenvolvido com base nos documentos originais da Walkera, as páginas a seguir apresentarão a você opiniões e comentários de quem realmente entende de modelismo e de uma forma fácil e simples para todo iniciante.<br />Você receberá dicas e explicações detalhadas de nossa equipe, além de dicas e técnicas exclusivas para o uso de nossos produtos.<br />Se esta for sua primeira leitura, recomendamos a passagem pelo capítulo "Como funciona um helicóptero?" antes de seguir para as lições de pilotagem.<br />Existem basicamente dois tipos diferentes de helicópteros:<br />Com passo variável (Collective Pitch / CCPM / NOR)<br />Com passo fixo<br />O passo variável existe quando o ângulo das hélices principais do helicóptero sofrem alteração de forma simultânea (para mais ou para menos), de forma a alterar a quantidade de empuxo gerada. Isto permite uma resposta mais rápida na alteração da aceleração vertical do modelo (subir ou descer), comandada pelo piloto.<br />Em helicópteros sem passo variável, o empuxo é controlado apenas pela variação da velocidade do rotor principal, ou em outras palavras, da velocidade do motor (comando de aceleração). O tempo de resposta é mais longo e a variação mais mansa. Os princípios de vôo são os mesmos e poderão ser entendidos nesse capítulo da mesma forma, assumindo que as hélices possuem sempre o mesmo ângulo de inclinação.<br />Com o passo variável aumenta-se a complexidade da cabeça do rotor (rotor principal / rotor head). O aumento da complexidade deve-se ao aumento do número de partes móveis em um rotor com passo variável, o que por consequência torna o modelo mais caro.<br />Em um modelo padrão de passo variável, os quatro comandos do helicóptero (Subir/Descer; Giro no próprio eixo; Frente/Trás; Esquerda/Direita) são comandados por cinco canais do seus sistema de rádio. O comando de Subir/Descer está composto por duas variáveis: 1. A alteração da velocidade do motor; 2. A alteração do ângulo das hélices. Isto é necessário pelo seguinte motivo: Quando se aumenta o ângulo das hélices, aplica-se mais carga ou resistência ao rotor principal. O aumento da velocidade do motor visa superar o aumento de arrasto ocasionado pelo aumento do passo.<br />O vôo do helicóptero é comandado pela variação do ângulo das hélices enquanto elas cortam o ar. Quando deseja-se subir ou descer, o ângulo das duas hélices simultâneamente para um mesmo valor. Quando se deseja subir, o ângulo aumenta. Para descer, o ângulo diminui. Como as hélices estão agindo simultâneamente, ou de forma comum, isto é conhecido como passo coletivo (collective pitch).<br />Nos deslocamentos para frente e para trás ou então nos vôos laterais, é aplicada uma inclinação no rotor proporcionando uma variação adicional no passo. Desta forma cada hélice tem o mesmo passo na sua tragetória circular. Isto é chamado de passo cíclico (cyclic pitch).<br />Basicamente quando o motor de um helicóptero é ligado as hélices mantêm um passo nulo (zero graus). A medida que o motor ganha velocidade, o passo coletivo é incrementado e o helicóptero começa a decolar. Para se mover para frente, o passo coletivo é fixado (mantendo o helicóptero no ar), enquando o passo cíclico é ajustado de forma a permitir que a cada hélice tenha um ângulo maior ao passar sobre a cauda. O aumento de passo sobre a cauda gera um empuxo maior nesta região, inclinando o helicóptero para frente. Para anular o movimento e manter o helicóptero pairado no ar, o passo cíclico retorna à posição neutra, de modo que ambas as hélices novamente tenham o mesmo passo durante toda a sua tragetória, assim o passo coletivo mantêm o helicóptero no ar.<br />Por padrão todos os transmissores comercializados pela Garauco operam em Modo 2. Isto significa que o movimento vertical da alavanca esquerda do seu transmissor controla o acelerador e o passo coletivo do seu helicóptero (simultâneamente), enquanto a alavanca direita controla o passo cíclico, permitindo os deslocamentos horizontais para frente e para trás (movimento vertical da alavanca) e para esquerda/direita (movimento horizontal da alavanca). O movimento horizontal da alavanca esquerda é responsável pelo controle do nariz do helicóptero, permitindo o giro do helicóptero sobre seu próprio eixo.<br />Note que o passo coletivo está disponível apenas em helicópteros com mais de 4 canais. Os canais adicionais serão responsáveis por funções de mixagem, que misturam os comandos de aceleração com o passo coletivo, além de outros recursos dependendo do seu modelo.<br />Entendendo a Mecânica<br />O motor do seu helicóptero é responsável por girar o rotor principal. Em alguns casos ele pode ser responsável por acionar o rotor de cauda através de um conjunto de correais e engrenagens.<br />A medida que o motor acelera, gera-se empuxo, que pode ser auxiliado pela variação do passo das hélices como descrito na seção anterior. Quando se possui empuxo suficiente, o helicóptero iniciará a decolagem.<br />omo para toda ação existe uma reação no sentido contrário, quando o motor está forçando as hélices girarem em um sentido, o corpo do helicóptero irá querer girar no sentido oposto. A função do rotor de cauda é tentar corrigir esta tendência. As hélices de cauda geram um fluxo de ar suficiente a ponto de manter o nariz do helicóptero apontando em uma direção. Variando a velocidade do rotor de cauda, ou então do passo das hélices de cauda, é possível variar esse fluxo de ar e então o nariz do helicóptero poderá apontar para outra direção.<br />Em helicópteros coaxiais a teoria é a mesma, porém o rotor de cauda é substituído por um segundo rotor no mesmo eixo (por isso co - mesmo -axial - eixo). Este segundo rotor gira no sentido oposto ao primeiro, gerando uma força no sentido oposto. Quando as duas forças são iguais, o nariz do helicóptero mantêm-se fixo. Nesses helicópteros, apenas o rotor inferior possui passo cíclico.<br />O passo cíclico permite que o ângulo das hélices principais sofram variação de forma independente, permitindo um deslocamento horizontal do helicóptero.<br />Por exemplo, se durante a rotação uma hélice aumenta seu ângulo enquanto aproxima-se da cauda enquanto outra diminui ao aproximar-se do nariz, mais empuxo será gerado na parte traseira do helicópero, inclinando o modelo para frente e por consequência movendo-o nessa direção. O mesmo princípio é aplicado nos movimentos laterais, permitindo um helicóptero de 4 canais se deslocar em qualquer direção.<br />O controle do passo coletivo e cíclico é transferido dos servos presentes no corpo do helicóptero para as hélices no rotor através da bailarina (swashplate).Parte da bailarina é estacionária, enquanto o restante pode girar livremente acompanhando o movimento do rotor principal. As bielas de controle (ball linkage)ficam conectadas aos servos e na parte estacionária da bailarina, enquanto um outro conjunto de bielas conecta o rotor principal até a parte móvel da bailarina.<br />Durante o vôo do helicóptero é necessário que o piloto continuamente realize pequenos movimentos nos comandos, a fim de corrigir os desvios ocorridos no caminho de vôo do modelo (inclusive para mantê-lo pairado). Por isso é necessária 100% de concentração do piloto durante o vôo.<br />Quanto melhor estiver ajustado o modelo, menos correções serão necessárias por parte do piloto.<br /><br />O que acontece se o motor parar?<br />ossivelmente você pode estar se perguntando: "O que acontece quando o motor parar?", ou então, "O que acontece se acabar a bateria no ar?".<br />Como todos nossos modelos são elétricos, a primeira coisa que podemos dizer é que a bateria não acaba de um instante para outro. Se seu helicóptero fosse a combustão, haveria a possibilidade de que o combustível acabasse durante o vôo.<br />Conforme você estiver voando com seu helicóptero, você estará consumindo energia da bateria. O consumo de energia da bateria fará com que a sua tensão (Volts) caia lentamente, de forma que ela consiga entregar menos energia ao sistema. Isto pode ser explicado pelas formulações básicas de eletricidade.<br />Podemos fazer uma analogia simples com uma caixa d'água. Quando ela estiver cheia, temos o máximo de energia armazenada. Se fizermos um furo na parte lateral-inferior da caixa, um filete de água começará a ser expelido a uma certa distância. Conforme o nível da água cai, haverá menos pressão sobre o buraco e por consequência o alcance do jato de água será menor. A distância que a água chega irá reduzir lentamente até que a caixa d'água esteja vazia.<br />Desta mesma forma o motor irá girar mais devagar, reduzindo o empuxo gerado pelas hélices. Assim helicóptero irá perder altitude lentamente até pousar.<br />Auto-Rotação<br />Em helicópteros 3D (passo variável) é possível trabalhar com uma técnica chamada auto-rotação. Ela poderá ser utilizada nos helicópteros que permitem as hélices girarem livremente sem acionamento do motor.<br />Assumindo que a bateria se esgote em grande altitude, devemos colocar o passo negativo o mais breve possível. Isto fará o helicóptero acelerar ainda mais em direção ao chão, no entanto também fará o rotor ganhar velocidade. Esta técnica também pode ser utilizada quando houver desligamento do motor em função de sobre-aquecimento.<br />As hélices girando irão agir como um pára-quedas, permitindo que você tenha controle sobre o helicóptero durante sua descida.<br />Quando o helicóptero estiver próximo ao chão, aplicamos novamente o passo positivo às hélices. Isto irá permitir converter a velocidade acumulada no rotor em empuxo, suavizando a queda e permitindo um pouso tranquilo.<br />Essa técnica requer experiência e domínio do piloto. Portanto sempre que perceber que seu helicóptero está começando a perder força, prepare-se para o pouso e substitua a bateria.<br />Sobre-Aquecimento<br />O desligamento do motor por Sobre-Aquecimento ocorre apenas com modelos elétricos para previnir danos em componentes como o motor e o controlador de velocidade (ESC - Electronic Speed Control).<br />Em geral ocorre apenas em situações específicas como:<br />Um dia muito quente;<br />Execução de acrobacias que exijam muita potência do motor;<br />Passo mal regulado das hélices principais;<br />Os dois últimos casos implicam no aumento significativo da corrente elétrica que circula pelo ESC e pelo Motor, por consequência aumentando de forma muito rápida a temperatura destes componentes.<br />Alguns modelos de ESC contam com sensores de temperatura interna que interrompem o fluxo de corrente elétrica quando certa temperatura é atingida. Isto serve de forma a previnir danos aos componentes elétricos do seu modelo.<br />Perceba que o ESC é o primeiro componente em contato com a bateria. Se ele queimar, não há como garantir o que irá ocorrer com os outros elementos eletrônicos do sistema. Pode haver o risco de curto-circuito, queimando o receptor e servos do modelo, o que pode ser extremamente perigoso.<br />Desta forma o desligamento do ESC previne a ocorrência de danos significativos, permitindo que você ainda tenha controle sobre o modelo para um pouso de emergência.<br />Lição 1 – Familiarizando-se com o Transmissor<br />Por padrão, todos os transmissores vendidos pela Garauco, ou então os que acompanham nossos modelos, são configurados em MODO 2 (EUA). Isto significa que o comando de acelerador e leme estão na alavanca esquerda, enquanto todos os comandos de deslocamento (cíclico) estão na alavanca direita.<br />Resumidamente, os movimentos esperados de cada alavanca em vôo são:<br />Alavanca Esquerda<br />Movimentos Verticais: Aceleração<br />Cima: Aumenta a aceleração, o helicóptero sobe.<br />Baixo: Reduz a aceleração, o helicóptero desce.<br />Movimentos Horizontais: Leme<br />Esquerda: O nariz do helicóptero gira para esquerda.<br />Direita: O nariz do helicóptero gira para a direita.<br />Alavanca Direita<br />Movimentos Verticais: Profundor<br />Cima: O nariz do helicóptero desce, o modelo se move para frente.<br />Baixo: O nariz do helicóptero sobe, o modelo se move para trás.<br />Movimentos Horizontais: Aileron<br />Esquerda: O helicóptero se inclina para esquerda e se desloca para esquerda na horizontal.<br />Direita: O helicóptero se inclina para direita e se desloca para direita na horizontal.<br />Atenção: Note que os movimentos da alavanca direita são em relação ao helicóptero. Imagine-se sempre dentro do modelo, como se você estivesse sentado no interior do helicóptero. O que pode auxiliá-lo a aprender a dominar esses comandos é manter a cauda do modelo sempre apontando para você. Desta forma o que você fizer na alavanca direita irá refletir no sentido de deslocamento do modelo.<br />Nos helicópteros de 6ch+ há uma chave no canto superior direita do transmissor chamada de Flight Mode. Quando acionada em 1, esta chave trava a rotação do motor e converte a alavanca de aceleração em controle de passo. Isto permite o uso de passo negativo para que o helicóptero possa voar de ponta-cabeça, mas esteja certo de já dominar os 4 canais básicos de vôo em vôo normal antes de iniciar o uso dessa chave.<br />Porque? Pois em situação de risco se você baixar toda a alavanca do acelerador, ao invés de cortar o motor você estará acelerando o helicóptero em direção ao chão, o que pode ser catastrófico.<br />Nas lições que serão apresentadas a seguir estaremos introduzindo gradativamente novos movimentos que poderão ser realizados pelo seu modelo e novas funções que poderão ser utilizadas no seu rádio. Iremos começar com instruções e movimentos bastante básicos e aos poucos veremos manobras e técnicas de curvas mais sofisticadas.<br />Lição 2 - Trimando o Helicóptero<br />Aqui está a parte difícil, deixar o helicóptero corretamente ajustado. Um helicóptero que esteja trimado corretamente representa um modelo em que tem todos os trims do transmissor estão centralizados durante um vôo pairado. Esta é a condição ideal, mas nem sempre corresponde ao caso real.<br />Todo o conteúdo da Lição 2 é apenas uma aula teórica, iremos trimar nosso modelo na Lição 4. Lendo os conceitos abaixo você poderá arriscar alguns ajustes por conta própria durante a Lição 3, porém lide apenas com os trims, não modifique os parâmetros e curvas do transmissor, nem mesmo tente realizar ajustes mecânicos no modelo sem experiência ou conhecimento.<br />Se você é novo em modelismo, trims são os pequenos botões que ficam ao lado das alavancas de controle no seu rádio-transmissor. Existe um trim vertical e horizontal para cada alavanca.<br />Para começar, esteja certo que estejam centralizados em relação às superfícies de controle. Por exemplo, com sua bailarina nivelada, seu servo de aileron e profundor devem estar centralizados (isto com as alavancas e trims do transmissor também centralizados).<br />Ajustar o leme é um pouco mais difícil, ele só poderá ser ajustado no seu primeiro vôo.<br />Vamos pular a descrição de como ajustar e configurar o gyro do helicóptero, pois os modelos da Walkera já vêm pré-configurados. Mas saiba que também é uma condição que só poderá ser ajustada em vôo.<br />Se você for iniciante, é interessante manter a configuração das curvas de aceleração, servos e do passo das hélices de forma linear, como o padrão de fábrica do transmissor. Caso contrário, faça os ajustes ao seu gosto.  Para fazer o ajuste das curvas, mova as chaves DIP no verso do controle para a posição ON, ou então entre nos menus de programação. Consulte o manual do seu transmissor para obter maiores detalhes.<br />Atenção: Não realize qualquer alteração nas configurações do transmissor sem saber no que está mexendo. Realizar alterações de forma incorreta pode causar sérios acidentes.<br />Como nossos modelos são elétricos, não precisamos entrar em detalhes sobre como afinar seu motor. Basta manter o trim do acelerador na posição mais baixa a fim de garantir que o motor estará desligado quando a alavanca do acelerador também estiver na posição mais baixa.<br />Atenção: Manter o trim do acelerador elevado representa um risco desnecessário. Em situações de risco é importante desligar o motor, mater o trim elevado irá fazer com que o motor continue ligado.<br />Trimando em Vôo<br />Uma vez terminada as configurações preliminares, é hora de realizar os ajustes finais em vôo.<br />Acelere lentamente o helicóptero, até que as hélices estejam bem esticadas e o rotor atinja uma velocidade constante. Em seguida continue acelerando lentamente até que o helicóptero comece a “flutuar”. Neste instante o modelo começará a se deslocar em todas as direções. Tente corrigir os deslocamentos e manter o modelo estável utilizando as alavancas do controle.<br />Para iniciantes isto pode ser uma tarefa bastante difícil. Um piloto experiente poderá ajudá-lo bastante. Tentar realizar ajustes sem saber o que está fazendo, não irá provar nada, apenas pode lhe custar mais dinheiro com reparos. Você pode se sentir mais seguro utilizando um kit treino (X) para facilitar as coisas. O uso deste equipamento será descrito na próxima lição.<br />Movimentos naturais esperados para o helicóptero são: (rotor girando no sentido horário)<br />Durante a decolagem seu helicóptero pode começar a “patinar” para a esquerda. Isto ocorre em função do rotor de cauda estar compensando o torque do motor principal. Pode ser corrigido com poucos “cliques” no trim do aileron para a direita.<br />Corrigir o aileron para a direita pode causar que a cauda suba em função da inclinação do rotor. Este movimento pode ser compensado com poucos “cliques” no trim do profundor para baixo.<br />Durante um vôo pairado sua cauda deve estar parada.<br />Aumentando a aceleração o nariz do helicóptero pode se mover para a esquerda, mas o gyro deverá iniciar a atuar e manter a cauda estável logo em seguida.<br />Reduzindo a aceleração o nariz do helicóptero pode se mover para a direita, mas da mesma forma o gyro deverá logo corrigir o movimento e travar a cauda.<br />Se seu helicóptero se comporta desta forma, você tem um modelo bem trimado.<br />Se durante a decolagem sua cauda cai, seu Centro de Gravidade está muito para trás, adicione mais peso na frente do helicóptero. O mesmo vale se ocorrer a situação inversa. Caso o Centro de Gravidade esteja correto, há um erro no nivelamento da bailarina.<br />Se o helicóptero se inclina de forma agressiva em alguma direcão, provavelmente a bailarina não está nivelada corretamente. Neste caso você pode usar os trims para fazer um ajuste fino, ou então corrigir o comprimento das bielas para nivelar a bailarina.<br />A forma de ajuste do leme depende se seu modelo possui passo na cauda ou então hélices de passo fixo (motor de cauda).<br />Cauda se move para a esquerda (nariz para a direita)<br />Passo na cauda: Bielas da cauda geram muito passo positivo. Ajuste a biela para reduzir o passo.<br />Passo fixo: A mixagem do receptor está muito grande, reduza o valor.<br />Cauda se move para a direita (nariz para a esquerda)<br />Passo na cauda: Bielas da cauda geram pouco passo positivo. Ajuste a biela para aumentar o passo.<br />Passo fixo: A mixagem do receptor está muito baixa, aumente o valor.<br />Se a cauda fica balançando/chocalhando descontroladamente, a sensibilidade do gyro está muito grande, tente reduzir o valor.<br />Feitos os ajustes, é hora de nos prepararmos para os primeiros vôos...<br />Lição 3 - Exercícios de Solo<br />Finalmente, estamos nos preparando para aprender a pilotar. Chega de conversa técnica, hora de começarmos a nos divertir!<br />Porém não tenha pressa... Seus primeiros vôos ainda serão com o helicóptero no chão. Não fique triste, primeiro é preciso dominar a sensibilidade das alavancas antes de colocarmos o helicóptero no ar.<br />Antes de começarmos a operar o modelo, vamos começar com algumas dicas bem básicas.<br />Esta talvez seja a lição mais longa, pois vamos apresentar uma série de conceitos muito importantes que serão levados para os próximos exercícios.<br />Se seu modelo possui Skids, tais como skis de neve, tire vantagem disto e instale um kit treino no seu modelo. O kit treino nada mais é que um conjunto de leves hastes e bolas nas pontas que atendem duas finalidades:<br />Reduzir o atrito entre o helicóptero e o solo;<br />Permitir que o helicóptero pouse de pé numa aproximação errada ou em condição de risco;<br />Se você não tem um kit treino e deseja adquirir um, entre em contato com a nossa equipe de atendimento.<br />Caso seu helicóptero possua rodas no lugar de skids, possivelmente elas são de plástico, o que já vai garantir o mínimo de atrito para os exercícios de solo. Porém deve-se tomar mais cuidado nos pousos e evitar ao máximo situações de risco.<br />Informações do Exercício<br />Objetivo: Dominar o Leme; Dominar a sensibilidade dos comandos em solo;<br />Requisitos: Lição 1; Recomendado o uso do kit treino (X);<br />Dificuldade: Baixa;<br />Transmissor: MODO 2 (Americano);<br />Tempo mínimo recomendado: 30 minutos (3 baterias);<br />Aprovação: Realizar três vôos completos com o helicóptero no centro da área de vôo, sem pousar.<br />Local de Vôo<br />Para seus primeiros exercícios é importante escolher com cuidado seu local de treino.<br />Procure um lugar com o mínimo possível de ventos, como uma garagem fechada ou sua sala de estar. Não iremos voar ainda, apenas sentir e praticar os comandos mais básicos, qualquer vento irá tornar esta tarefa mais difícil.<br />Como estes são exercícios de solo, que serão executados no chão, queremos o mínimo de atrito entre o helicóptero e o piso. Também queremos o mínimo de obstáculos no chão.<br />O lugar ideal é um círculo com 2 metros de raio. Posicionado seu helicóptero no centro da área, tenha no mínimo 2 metros de distância em todas as direções de qualquer obstáculo.<br />O que é um obstáculo? Um tapete, um abajur, um poste, um buraco, uma pessoa transitando, seu animal de estimação... qualquer coisa que possa prejudicar seu treino ou tirar sua concentração.<br />Outra coisa importante: Como queremos o mínimo de atrito entre o helicóptero e o chão é importante escolher o tipo de piso em que vamos trabalhar. Quanto mais liso melhor. Exemplos: Pisos laminados, ladrilhos de cerâmica, pisos de granito polido, etc.<br />O kit treino ajudará a reduzir o atrito em pisos rugosos como o asfalto ou calçadas, porém será inútil nesse exercício em tapetes de pelo ou gramados.<br />Preste atenção que os skids possuem borrachas para permitir que o helicóptero não escorregue em pisos lisos.<br />Porém nós queremos que o helicóptero deslize no chão como manteiga em frigideira quente. Agora deu para entender sem ter dúvidas, correto? Legal!<br />Exercício<br />Posicione o helicóptero no centro da área de vôo escolhida, mantenha-se posicionado atrás da cauda do helicóptero. O nariz do modelo deve estar apontando para o seu horizonte, lembre-se disto!<br />Se o nariz do modelo começar a virar para os lados, você facilmente perderá a referência dos comandos cíclicos (profundor e aileron), por isso nosso primeiro exercício será dominar o leme.<br />Neste exercício não vamos dar muita atenção para a trimagem do modelo, pois vamos trabalhar em uma zona de turbulência. A trimagem, que é a correção de tendências do helicóptero, deve ser realizada para garantir um vôo estável e será o objetivo da próxima aula.<br />Fase 1:<br />Primeiro vamos dominar a alavanca esquerda do transmissor. O movimento vertical é do motor enquanto o movimento horizontal é responsável pelo giro no próprio eixo do modelo (leme).<br />Acelere lentamente o helicóptero e fique atento ao instante em que ele começa a flutuar. Este é o instante em que o helicóptero está com "peso zero" e que você está na iminência de decolar.<br />Enquanto você acelera é normal que o helicóptero gire sobre seu próprio eixo, ou então corra em alguma direção.<br />Apenas quando o helicóptero estiver flutuando é que você terá total liberdade de comandos com o leme, profundor e aileron. Caso contrário você estará utilizando quase toda a alavanca de comando, observando o mínimo de movimento no helicóptero. Isto ocorre porque ainda há peso do helicóptero no chão, o que dificulta o movimento do modelo, nós queremos que todo o empuxo gerado pelo rotor esteja sustentando o modelo.<br />Atenção: Se você estiver "forçando" o comando, utilizando todo o curso da alavanca sem que o helicóptero esteja flutuando, no instante em que ele estiver na iminência da decolagem haverá um movimento brusco do modelo. Isto pode acarretar em um acidente, pricipalmente se o modelo se inclinar a ponto de bater as hélices no chão.<br />Com o helicóptero agora flutuando, corrija a posição da cauda e mantenha ela apontada para você. Lembre-se: O leme move o nariz do helicóptero. Puxar o leme para a esquerda fará o nariz do helicóptero virar para a esquerda e a cauda para a direita, visto de cima é o equivalente a um giro no sentido anti-horário.<br />Evite subir mais que 10cm do solo. Quanto mais perto do chão, melhor para a prática desses exercícios, pois não queremos acidentes. Menor a altitude, menor será a queda quando desligarmos o motor.<br />Não se incomode se o helicóptero correr em alguma direção. Esteja atento ao acelerador e ao aproximar-se de um obstáculo corte imediatamente o motor (baixe toda a alavanca do acelerador). Desta forma mesmo que as helices colidam com um obstáculo elas irão se retrair e desacelerar, minimizando danos. Então pegue o helicóptero e coloque-o novamente no centro da sua área de vôo e recomece.

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